terça-feira, 1 de julho de 2014

Tenho pra mim

Custo à acreditar que preciso me arrepender se o que menos sei é o que preciso. Sei que não preciso de desculpas. Sei que não preciso ser confundido com um panfleto de ótica oferecendo a visão em parcelas sem juros. Tenho noção de valores e sei que preço pagar. Então devo descartar o arrependimento de ser mais próximo do repente e tão distante da ópera. Um tão espontâneo e improvisado e o outro tão ensaiado e polido. Não entrego tudo de bandeja, o melhor eu vou borrifando aos poucos. É um engano achar que me revelo nos primeiros minutos do filme. Todo filme guarda surpresas. Outro dia pensei absurdos sobre como chamar sua atenção. Nada com fogos de artifício, nem cartazes na porta da sua casa ou uma descida estratégica de helicóptero em seu quintal. Absurdo em te mandar flores. Absurdo em converter um simples desejo em uma dúzia de flores. Então eu desisti da idéia da dúzia de flores e pensei em uma única flor. Como chegaria em sua casa? Quem a transportaria até você? Como não poderia ser eu mesmo, quem faria? Comigo, eu sei que não preciso me culpar do desejo de enviar uma única flor. Se não o fiz foi por falta de uma boa logística na hora da entrega. Essa entrega que não fiz, faço dentro da minha cabeça e dentro da minha cabeça a flor chegou à você. Foi tão simples que inclusive, num jeito que só a imaginação concede, eu lhe vi sorrir depois que o entregador foi embora, ao ver uma única flor. Havia um cartão com poucas palavras, pois uma única flor já diz o que ainda nem se sabe dizer e não havia assinatura. Até vi que guardaria com cuidado e ficaria decifrando o anonimato de como essa única flor lhe foi ofertada. Então esse momento seria tão empolgante pra mim quanto para você. A vida só tem que ser empolgante. A vida só tem que fazer efeito depois de engolida. Nenhuma história foi escrita sem o primeiro parágrafo. Eu não me faço difícil e nem sou fácil pois é complexo ser explícito. Tenho pra mim que não lhe esqueço pois quando te vejo percebo que estava o tempo inteiro naquele instante que acabou de acontecer. Tenho pra mim que será assim até quando a gente não quiser. Tenho pra mim que tenho você.

domingo, 29 de junho de 2014

Colher de chá

Fazia uma tarde inteira que não te esperava. Nada me iluminava. Ninguém me detia. Nunca houve sucesso na espera e muito menos na insistência. Aqui nessa mesma rua em que a gente vive eu não te reencontrei. Não houve continuação. O desejo só se torna aquilo que se quer pra sempre quando há um passo pra frente e você não deu. Toda vez que me lembro eu percebo que somos próximos além dos poucos passos que são necessários pra a gente se ver. Foi uma única tarde e uma única praia que ficou. Foi uma única tarde e uma única praia que não ficou. Naquele dia existiu algo suficiente pra transformar o dia seguinte em espera e eu nem sabia que estava distraído. Havia uma distração entre nós que nos permitia brincar de sermos quase um par mas você impediu. Não sei o que no pouco teve pra significar um tanto pra mim até agora mas é justamente por isso que escrevo. Ontem e em outro dia que lhe vejo deixam uma coisa incomodando como uma única mosca que pousa coreograficamente sobre um dos braços. O chato de ser como uma única mosca é querer se livrar de algo que insiste em voltar e ficar no mesmo ponto, no mesmo braço. O que faz ser diferente de uma única mosca é que apesar do incômodo de sempre voltar ao mesmo ponto, lhe ver traz algo de bom, um bom esquisito. Parece mergulhar uma colher de chá numa panela gigante, quase transbordando, de doce de leite e só ficar com a colher de chá. É esquisito porque mesmo não se acumulando de toda panela de doce de leite existe um bem-estar com a colher de chá. Existe uma certeza no gosto e uma certeza de sede, depois de uma única colher de chá. No fundo a gente entende tudo. No fundo eu sei como é toda essa construção. Pode não virar casa, pode não virar prédio e ainda assim vejo uma porta e abro uma janela pra uma grama verde numa terça-feira de folgas.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Chá com a paz

Eu sei que a paz, pra que eu a encontre, só depende de mim. Ela nem me espera. Ela conta que eu a ache. Onde quer que ela esteja.
Não sei como será esse dia, mas sei que por enquanto, não existem dias contentes.
Os dias são como a chaleira no fogo. Coloca-se água, começa a virar vapor, pode ser que se transforme em café, pode ser que vire chá, mas vai ser só mais uma outra coisa a ser tomada, ser digerida e mais nada. No dia seguinte a mesma chaleira, o mesmo vapor, o mesmo chá ou mesmo café serão digeridos com o mesmo gosto, o gosto de todos os dias.
A minha cabeça dá giros em torno da mesma estrela que ainda brilha mas que não pode ser tocada, não pode ser vista, ao contrário disso, devo esquece-la e só abrir os olhos quando estiver realmente longe, pois a luminosidade inevitavelmente cega e disnorteia, principalmente a mim que já não sei muito bem onde fica o norte das coisas.
Por enquanto acho tudo injusto e cruel. Como não perceber no seu jardim que as glórias das manhãs se abrem e permitem que insetos sobre pousem suas pétalas. Ou não perceber que há uma nova correspondência na caixa dos correios.
A mágoa é como uma mariposa que não sabe encontrar uma abertura pra sair e se debate diante do vidro, talvez por não conhecer janelas de vidro e insiste sem cansar ou pára de vez em quando pra descansar as asas que involuntariamente lutam por uma fuga e acaba por fazer barulho, por contrariar, por tornar as coisas mais difíceis. Quando se quer fugir, só se quer fugir, não importa pra onde, só importa do quê.
A paz certamente não está na chaleira, nem se debate diante do vidro e nem quebra a cabeça com estratégias de fuga ou de um esconderijo implacável. A paz deve andar de sorriso esculpido e roupas coloridas pois nem teve muita atenção em combinar as cores, queria logo chegar no mar e colocar os pés dentro da água, sentir o sol até que ele se ponha e  a deixe disposta a sorrir e pensar: amanhã quero tudo isso de novo!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Dos dias sem fim (Luiz Gadelha) para ouvir

Dos dias sem fim ouvir áudio
(Luiz Gadelha)

Não quero ficção
Prefiro ficar só
Coragem é pra quem tem
Senão...

Não quero aventura
Prefiro os pés no chão
Viagem só pra ir
Além...

Não deixo de amar
Mas tenho um novo olhar
capaz de ser mais vivo

Se fico por aqui
Desejo preservar
O que guardo como único

Eu sou
Mas eu comigo
Tô mais meu amigo



quinta-feira, 1 de maio de 2014

Nem tudo que reluz é resposta

Como seria se lhe procurassem
falando de amor sem rodeios, quase?
Rondando o passado que não
foi tão distante onde se viam à diante?
Como seria se a boca que não tens mais o gosto trouxesse à tona
um desejo quase louco de esquecer
o hiato e retomar o ditongo?
Como seria ouvir que há saudades das coisas mais sutis e das coisas mais consistentes como o abraço?
E se não lhe procurassem e lhe mandassem carta sem orgulho nas palavras só pra dizer que nada tem mais tanta graça?
Que tentar seguir em frente é o ideal até o dia que não seja total por que sentir ultrapassa?
Como seria se por um minuto se sentisse igual a quem te procura com sua imprudência em dizer o que sente e o que pensa?
Como seria estar só em um dia apenas com quem esteve tantos dias em plena alegria? Como seria?
Tantas perguntas são apenas inscrições.
Deixam que as dúvidas sumam por bondade ou por desprezo.
Fazem sentindo pra própria interrogação.
Fazem desacelerar o coração de quem pergunta.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O amor é trilho

O amor não muda. O amor congela o tempo. O tempo passa rápido, passa voando mas o amor tem um poder de não se alterar com o passar do tempo. O amor é trilho de trem. É feito de ferro. É um destino pré definido. A opção é não fazer essa viagem. Não embarcar. E se embarcar vai ter que pular do vagão se quiser desistir do percurso. Nem tudo é pra sempre exceto o amor. Nem o trem dura tanto quanto o trilho e o amor é trilho. O amor abre os caminhos. Entra na mata, passa sobre o rio, chega na montanha, vai de país a país. Se quiser esquecer o amor vai ter que viajar de carro ou de avião. Avião não desencarrilha. Avião não cospe fumaça. O amor não se fere se o trem desencarrilha e também não pode ser culpado pelo acidente. O amor sempre vai estar ali servindo de estrada. Quem decide viajar de trem confiou nos trilhos. O maquinista é apenas uma boa companhia.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"Supérflua" - Segundo CD de Luiz Gadelha - Download


Dia 22 de janeiro foi ao ar para uma audição exclusiva, meu segundo CD "Supérflua" no site Tenho Mais Discos Que Amigos.
O disco foi muito bem aceito pelas pessoas. O pessoal do Tenho Mais Discos Que Amigos receberam muito bem a minha proposta de lançar esse disco no site deles e agradeço muito toda confiança e todo profissionalismo. 
A idéia era essa: colocar o disco apenas pra uma primeira audição no Tenho Mais Discos Que Amigos, divulgando amplamente o "Supérflua" e criar interesse pra quem gostou do resultado buscar o download uma semana depois aqui no meu blog.
Agora todos podem ter as faixas do "Supérflua". 
Indico que sigam o Tenho Mais Discos Que Amigos no Facebook e fiquem por dentro de todas as notícias sobre música do mundo, o dia inteiro e acesse também o site


"Supérflua" - Luiz Gadelha (2014)
Download gratuito AQUI
(Completo)


“Supérflua” – Segundo CD de Luiz Gadelha (2014)
por Luiz Gadelha

Fazer um disco em casa parece uma tendência de uns tempos pra cá, com a facilidade que os músicos começaram a ter de montar, com alguns equipamentos, seu próprio estúdio de gravação. 

Fazer um disco em casa usando apenas um notebook sem estúdio e sequer um microfone...é loucura! Foi essa loucura meu primeiro impulso, uma vontade de me desafiar e me ver diante de um desconforto e de um risco.

Usando apenas um programa de samplers (trechos de sons) de instrumentos, comecei a organizar um repertório e a compor para essa experimentação. Não sou um leigo em gravação e produção musical, mas não sou técnico e não tenho conhecimentos para desenvolver um disco sozinho com arranjos que saem de dentro de um programa de computador. 

Era isso que eu queria. Não saber e fazer não sabendo. Portanto, me joguei na escuridão e fui escavacando essa ideia. O desafio maior era gravar a voz, pois meu grande equipamento comportava apenas um microfone interno do notebook... aqueles que a gente usa pra falar na web cam. E muitos foram os testes. Soltei dois singles na internet ainda em caráter de experimentação.

A idéia de ser um disco foi ficando mais forte e, em volta dela, o desejo pretensioso de lançar algo que rompesse com os padrões de gravação de disco que existem, até mesmo os discos gravados em estúdio caseiros. Os músicos gravam seus instrumentos e o vocalista põe sua voz logo depois e tudo vai pra uma mixagem pra deixar bem encaixadinho, seguido de uma masterização que faz todo o trabalho ficar poderoso, gordo, forte! É como o reboco e pintura da casa depois de construída. 

Não é uma crítica aos estúdios, aos produtores musicais, aos discos e ao músicos. É uma vontade de experimentar, ver como seria recebido e, quem sabe, até sentir que eu estaria produzindo alguma arte (dentro do meu conceito que arte é aquilo que rompe com algo ou alguma coisa que é padrão, que é linear).
Me veio agora um poema do poeta e letrista Antônio Cícero, que Marina Lima recitou em seu disco “O Chamado” (1993): “Não quero só ficar bem na foto, quero dizer a que vim. Mesmo que isso me custe revelar coisas que não gosto em mim (...)”. 

Não estou na contra mão. Neste disco contém sons, vozes, é mixado e masterizado... mas por mim, que me cerquei apenas de intuição para realizar todas essas atividades.

Em algum momento contei com alguns direcionamentos do músico Henrique Geladeira, técnico de gravação. As composições foram chegando aos poucos, de acordo com os acontecimentos em minha volta. 

As letras se encontram num único vértice: o amor! A falta ou a presença dele. O romântico e o fraternal. O que critica e também suavisa. O que questiona, mas também aceita. O que sonha, mas também realiza. Resgatei uma canção antiga e inédita em parceria com Simona Talma, “Cidade sem inverno”, e inauguro uma nova parceria com Thais Mendes em “Capitão”.
“Supérflua”é a canção que abre o disco e compus para esse fim. Ela é a voz da música. É a personificação da música questionando sobre si mesma e o seu papel no mundo. “O que devem fazer por aí comigo e em meu nome?” - questiona. 
Ela simplesmente quer ser útil e quer ser lúdica. Os arranjos foram pensados para os recursos que eu tinha, pensando no eletrônico, no acústico desse eletrônico e no econômico, no simples.

Me inspirei em alguns discos de Marina Lima feitos dessa mesma forma, incluindo a construção de sua composição. Outro elemento que me inspirou foi o funk carioca. Não exatamente o estilo, mas a cultura da produção desse som que sai de uma batida, com pouco elemento harmônico (que fazem acordes) e uma voz mandando o recado, que é o mais importante.

Algumas vezes, durante o processo, percebi que o que resultava dessa experimentação se aproximava muito do karaokê. Gostei dessa proximidade. São músicas de sucesso numa caixa que qualquer pessoa pode cantar, se divertir, soltar a voz sem nenhum julgamento... Só colocar uma ficha. E quase chegando ao fim dessa jornada, completado arranjos e repertório, peço a Simona Talma pra me ajudar a organizar a ordem da músicas dentro do CD, pra que ideia fique redonda dentro dos temas e tudo seja dito de forma coerente. Claro que ela realizou de bom grado, ouvindo música por música, mas fez uma observação quanto à voz do disco.

O processo não havia me ajudado a deixar o canto de uma forma tão legal, precisando rever essa questão. Foi então que fiz o caminho de volta, embora preocupado com o conceito de propor uma experiência toda feita em casa. Mas, concordando com os pontos de Simona, busquei Toni Gregório, que conhece bastante de música e tem um estúdio em casa para podermos recolocar todas as vozes. Toni topou na hora e foi importantíssimo, embarcando com seu ouvido primoroso e sua mente aberta pra música, deixando essa nova voz bem mais pronta e sem fugir do conceito do disco.

Foto: Pedro Andrade

“Supérflua” é um projeto de um músico só, mas que precisou de parceiros essenciais pra que nascesse: O site “Tenho Mais Discos Que Amigos”, que topou às cegas lançar a audição em primeira mão do disco; Simona Talma, que contribui em composição e em sensibilidade para reconhecer o que poderia melhorar; Thais Mendes, com seu incentivo e com seu “Capitão” trazendo ludicidade pra esse mar; Pedro Andrade, com seu clique nas fotos de divulgação e deixando o conceito bem mais formatado; Henrique Geladeira e Toni Gregório pela competência técnica e musical.

Fecho tudo isso com uma capa que produzi inspirada no último filme que vi no cinema, o brasileiro “Tatuagem”. O longa que conseguiu quebrar padrões em aspectos artísticos e provocar o espectador nos tempos de hoje, quando tudo parece ter sido visitado e questionado, deixou interrogações em mim. Quando a arte se torna algo imprescindível? Supérflua ou indispensável? 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Daúde Interpreta "Pra que serve a música?" do Projeto Retrovisor

DAÚDE É...

Tradição, modernidade, espontaneidade e sofisticação têm sido a linha mestra da trajetória de Daúde, somando a herança musical afro-brasileira com uma coerente coleção de referências do mundo pop.
Começou sua carreira musical cantando em peças teatrais e casas noturnas, quando apareceu o convite para gravar seu primeiro CD "Daúde" em 1995, com o qual conquistou a crítica especializada, ganhando os prêmios Sharp de Música, APCA (Associação dos Críticos de Arte de São Paulo), e dos leitores do Jornal do Brasil.

Daúde nasceu no Candeal, Salvador, e mudou para o Rio de Janeiro aos 11 anos de idade onde vive. Estudou canto com o barítono Paulo Fortes na Escola de Música Villa-Lobos, Artes Cênicas na Escola Martins Pena. Formou-se em Letras, Português, Literatura, e é pós-graduada em História Africana.

Produzido por Celso Fonseca e o produtor Inglês Will Mowat, Daúde lança
"Daúde #2". Em 1999, lançou "Simbora", um CD de remix onde a artista reuniu músicas de seus primeiros álbuns, tendo como objetivo vincular as novas interpretações ao prazer de dançar.

Daúde foi a primeira brasileira a ser contratada pelo selo "REAL WORLD" pertencente a Peter Gabriel. Seu último álbum "Neguinha te Amo" de 2003, homenageou as mulheres e colaborou para que o público internacional tivesse outra visão da música brasileira, transcendendo clichês estabelecidos ou estereótipos tropicais.*

O PROJETO RETROVISOR ACONTECEU...

Entre 2006 e 2007 onde reuniu Ângela Castro (Rosa de Pedra), Luiz Gadelha (Talma&Gadelha), Khrystal, Valéria Oliveira e Simona Talma (Talma&Gadelha). Os cinco cantores e compositores compunham e cantavam juntos afim de divulgar e promover a música autoral de Natal. O Projeto rendeu uma demo e um CD oficial "Pra que serve a música?" com músicas inéditas compostas para o projeto e o lançamento aconteceu em Ribeirão Preto (SP) para o Dia Mundial do Voluntariado Jovem em 2007 e em Natal no Teatro Alberto Maranhão.

AGORA...

Vocês podem curtir "Pra que serve a música" (Luiz Gadelha/Simona Talma/Valéria Oliveira) gravado por Daúde na Primeira Edição do Projeto Música No Ar - 2011 com programação e mixagem de Gabriel Souto

Patrocínio: Cosern, Governo do Estado do Rio Grande do Norte e Lei Câmara Cascudo.




*(Recortes retirados do site oficial da cantora)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Download "Memória da Saudade" e fazer arte


Ainda busco uma maneira de sentir que estou contribuíndo em algo com minha música.
A arte - ao meu ver - precisa romper com algo; trazer um novo aspecto; provocar...e não sei como a música, em seu formato de gravação pode trazer algum rompimento.
É uma inquietação minha...aquilo que todo mundo diz: "coisa de artista". Mas se sou artista, preciso fazer arte. Não sei se encontrei essa maneira de achar que tô fazendo arte, mas comecei me desafiando, compondo novas canções e fazendo todos os arranjos sozinho e em casa.
Com um computador - que de acordo com a velocidade da tecnologia - super defasado, um programa gratuito e simples de edição de áudio e um outro programa que abriga samplers (pedaços de sons) de instrumentos, o microfone interno do notebook para voz; imagino que por não entender muito de gravação e mixagem eu esteja fazendo algo diferente e desafiador em relação à minha experiência com música. "Memória da Saudade" é um resgate. Originalmente como samba compus em 2008 e ficou guardada. Trago ela de volta numa espécie de "hip hop melódico meio pop" (tô inventando isso).
Gosto de imaginar que tô "imitando" os primórdios dos funkeiros lá das comunidades do Rio de Janeiro que usam uma batida eletrônica como base, com poucos elementos harmônicos e manda o recado no gogó. Eles criaram essa forma de expressão.
Mesmo não falando do meu bairro, da minha comunidade, espero trazer algum pensamento à respeito da saudade, tema central dessa música. É um sentimento que me incomoda muito, me desaba e me confunde. Me deixa inseguro e indefeso e nessa letra tento imaginar um final feliz pra toda a questão que a saudade traz. Uma forma de quem sabe, se não estou rompendo nada com meu trabalho, ao menos fazer sentir quem me ouve o mesmo que eu senti quando decidir escrever sobre a saudade, assunto que acho ainda atualizadissimo em tempos onde os sentimentos são representados por símbolos *_* :D o/ ^^.
Agora sim, chega de bla...e é só baixar.
Comentários...fiquem à vontade é só deixar.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Em nome do amor - nova música do Talma&Gadelha


"Em nome do amor"
(Andrea Martins/Luiz Gadelha)


Em nome do amor
te escrevo boas novas
te conto que aqui
apesar da saudade
eu vivo feliz
Distraio qualquer dor
Que por às vezes acontece
em mim
Se o ar tende a ser down
Aspiro teu perfume
e fica tudo bem
Desejo para mim
dez mil anos com você
Todas horas sem pensar
no que eu tenho pra fazer
Esse meu jeito de sentir
vem dos tombos que eu levei
Tudo vem pra nos testar
não sei como suportei
Por esse presente
deduzo um futuro
O melhor para a gente
O melhor para o mundo
Desejo...