terça-feira, 28 de junho de 2016

Amando o "Amor Geral" de Fernanda Abreu

Fernanda Abreu - se fossemos amigos, Fernaninha Abreu -  sempre seduziu meus ouvidos e minha vista, desde quando apareceu solo nos anos 90 com seu disco “SLA Radical dance disco club” cheio de samplers, mesmo quando a gente não tinha ainda muita ideia do que fosse um sampler. Exuberante no palco, cheia de atitude, levando a cultura carioca pra o resto do Brasil e pra o mundo. Fernanda Abreu sempre foi uma inspiração e depois de 10 anos sem lançar nenhum álbum, vem com “Amor Geral” que obviamente não decepciona em nada. Um álbum lindo, modernizado, personalizado, atualizado e inspirado.
Fernanda Abreu, cantora, compositora e pessoa, passou nesses 10 anos de pausa por situações difíceis que em nada lhe inspiraram a querer lançar um novo trabalho; obviamente; o que ela sentia era que devia mesmo colocar a cabeça no lugar e esperar a tempestade passar. Passou, como sempre em tudo, tende a passar e deixar grande aprendizado. É isso que tá impresso no novo álbum de Fernanda Abreu, superação e muita sensibilidade pra imprimir toda essa mudança de comportamento que estamos vivendo, a falta de amor e também uma transformação na forma de consumir, produzir e fazer música. Do início ao fim, “Amor geral” faz em cada faixa, nossa cabeça pensar e nosso coração sentir o que diz cada palavra cantada, lapidada, certamente pra que nada deixe de ser dito e sentido, como a faixa “Outro Sim” que abre o disco – “sempre haverá outra esquina/outra beleza/outra cara/outra mina/sempre haverá um mané sem noção/um otário querendo atrasar/sempre haverá outro dia ensolarado e outra noite vadia/sempre haverá outra chance/uma mão ao alcance querendo ajudar”.
Uma faixa que me chamou muito atenção, sobretudo pela letra é “Antídoto” – “quero a poesia como companhia/artifícios não/quero trocar de pele e ficar mais leve/couro de cobra não/quero um antídoto que cure a tristeza/tarja preta não/quero olhar pra dentro e sentir a beleza que vem do coração” – melodia linda e arranjo não menos lindo. É um disco que o mundo precisa ouvir pois há muita coisa a se pensar, a sentir e avaliar em nosso comportamento e nossa postura no mundo. O disco termina com um poema (acredito que seja um poema) falado por Fernanda sobre o amor, o amor romântico, o amor plural, o amor geral, deixando a poesia no ar e lhe fazendo querer ouvir tudo de novo. 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Novo suculento


Galera que acompanha nosso trabalho, estamos ensaiando com um novo guitarrista. Essas mudanças acontecem em todo trabalho. São percusos que cada um tem dentro de uma banda ou de outro trabalho artístico. Agora estamos de Suculento novo, Bruno Narciso, nos encontrando com ele pra ensaiar e afinar instrumentos, sentimentos e opiniões. Logo estaremos estreando com Narciso no palco e todo mundo vai poder conferir a sonoridade desse Suculento. O cara manda muito bem O.o Fiquem atentos à nossa agenda que logo divulgaremos as proximas datas de shows e atividades.
Estamos com saudades de vocês.


Sufocante no Spotify

           Pra quem curte ouvir música nos aplicativos dos celulares já pode ouvir nosso último álbum, lançado em fevereiro desse ano, no Spotify e outras plataformas de players. Basta colocar na busca "Sufocante - Luiz Gadelha e Os Suculentos", ouve, salva, baixa, compartilha, manda pra os amigos! Facilitando sua vida, deixo aqui o link para o nosso álbum no Spotify: Ouça "Sufocante" AGORA 



             Mas se você prefere ouvir música no computador, tipo YouTube, "Sufocante" também está lá na maior plataforma de musica e vídeo do mundo, e também, aqui no blog na aba "OUVIR" e você pode guardar pra sempre; na aba "DISCOGRAFIA" você é direcionado a fazer o download desse CD e de outros da minha carreira. Tá tranquilo, tá favorável! 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Playlist com outras canções


Uma das coisas mais incríveis do mundo é compor. Me sinto exercitando no nível máximo minha criatividade, minha alma, minha mente. Criar é maravilhoso. Não significa que eu saiba fazer isso bem, significa que eu sei o que eu mais gosto de fazer. Andei fazendo uma busca no Spotify e achei composições minhas que foram gravadas em CDs de amigos, assim como parcerias com outros intérpretes e compositores e fiz uma playlist. Fico feliz em ver que fazer algo que me dá muito prazer também poderá tocar no ouvido de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Dica: Essa lista combina com café e pão francês assado. Agora com vocês a playlist "Intérpretes e Parceiros de Luiz Gadelha":  Clique AQUI para ouvir

quinta-feira, 12 de maio de 2016

domingo, 14 de dezembro de 2014

Quando perco

Venho ao longo do ano conhecendo pessoas egoístas ou me permitindo a elas. Não por fazer vista grossa e não  ver que o mundo é assim. Isso não vem ao caso. Mas o fato é que tentador ser egoísta e querer que sua própria vontade e às vezes sua única vontade prevaleça sem considerar que o outro tenha necessidades. Isso não é um julgamento e se fosse me julgaria bobo - nunca vítima - ingênuo demais. O que querem de alguém que tem o que dizer ao mundo - e diz - é estarem por perto e consciente ou inconsciente, lhe sugarem o que possivel for. Isso queima como vela acesa. Assim como a vela, a chama acaba. O glamour é um mito e de perto fica apenas o trivial: roupa e louça pra lavar, problema na família, dificuldade financeira, dificuldade pra dormir... então essa é a hora de desistir daquilo que imaginou ser difícil o acesso. Hora de inventar um motivo, convencer numa desculpa que "as coisas não são tão simples como a gente pensa". As coisas são exatamente simples como se pensa, caso contrário não teria havido nenhuma iniciativa pra uma aproximação qualquer. Eis o exercício que faço e que não vejo ser correspondido: me colocar no lugar do outro e que isso me faça mudar de postura e atitude. Afinal eu quero crescer, ser feliz e não vestir o uniforme de covarde. Um uniforme vermelho, que é o pior, das pessoas que têm medo do amor como se fosse o pior dos trabalhos braçais... se colocasse a mente pra pensar ia ver que é uma atividade prazerosa que o único esforço é de sorrir de manhã cedo e querer ir ao cinema vez ou outra. Já faz muito tempo a adolescência mas dela ficou a minha capacidade de sonhar. Sonhar em não ser tantas vezes descartavél ou como uma faixa de música que é trocada por outra mais animada. Sei que o tempo cura mágoas mas as mágoas nos mantém firmes por um tempo pra que chegar em um novo estágio que não cabem mágoas e nem nada que não seja positivo. E não há outra alternativa e não há conselhos pra alguém que é viciado em amor, mesmo aquele que lhe fará meu tempo ser desperdiçado, afinal, o meu tempo é pra isso. Eu sempre ganho quando perco.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ser rio

Não é uma boa esquecer-se de si e nunca aprender a ser confiante. O tempo é como o leite no fogo, no menor descuido, entorna tudo, na maior rapidez, não tem mais volta. É importante pensar em si mas nunca apenas em si. É interessante distribuir delicadeza e educação. Não é o leão que engole é a caça que se sente ameaça e desperta o leão. Bondade é obrigação. Ingenuidade, pois o que menos está em falta é a desconfiança, o medo, o armamento pesado pra evitar ferimentos. Só pode ferir se não foi de coração o desejo de se dar sem cogitar se haveria devolução. O bem ja vem como figurinha duplicada; pra que se espalhe, pra que grude, pra que complete todo o álbum. Olhar pra si sentindo-se engrenagem e nunca, nunca o relógio inteiro que determina horas, minutos e segundos. As pessoas não precisam reconhecer seu esforço, você quem precisa sorrir quando há oportunidade de colaborar. Se tornar o gás que banca a decolagem do balão. Agir de maneira inédita à si mesmo pois há de ser surpreendente se ver amando mais do que julgava ser capaz. Acreditar no outro um pouco mais do que acredita em si, afinal, é no outro que vai buscar abrigo quando se percebe perdido, às vezes, com o mínimo. Ser confiante é torna-se límpido, como um rio. É ser rio; com águas correntes, cuidando das vidas que nele habita, levando e trazendo oxigênio, olhando a sua margem, acalmando quem mora ao fundo, sendo espelho para o céu e recipiente nos dias de chuva. A gente é responsável por mais vidas do que queremos adotar.
 L.G.