quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Hoje foi dia de gravação

Hoje gravei em áudio e vídeo, minha participação no Sarau Virtual das Cores 🌈
Um festival voltado pra artes e pra diversidade. Gravei - ao vivo no estúdio - 03 canções autorais e estou muito feliz e ansioso pra que chegue o dia da transmissão que será no YouTube, dia 29 de janeiro.





quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

A diferença (Luiz Gadelha)

Estamos no mesmo ano
no mesmo chão
Todo mundo gripa ou passa mal
E sente saudade
E tem alguma idade

Não pode esquecer 
de apresentar o RG
Quem é simpático na 3x4?

Não tem oxigênio pra a gente no mar
sempre há uma palavra 
que a gente não dá
Quem nunca mentiu?
Quem não vai errar?

A diferença
Não sei qual é a diferença
Não sei ver a diferença
Não porquê a diferença

Quem deu nome aos bois?
Quem é que foi?
E começou a separar 
e apontar?

Intérprete: Luiz Gadelha e Os Suculentos
Álbum: Sufocante
Ano: 2016

Um peixe que perdeu a graça fora da água

Talvez eu não seja o pai que irá orientar um ser no mundo a enxergar o mundo com seus próprios olhos e construir seu próprio caminho. Assim não serei um avô artista, tatuado, com sua casa velha e um quintal que servirá de universo para os netos explorarem sua imaginação e desenvolverem suas primeiras inclinações. Eles não visitarão o avô no final de semana, não vão tomar café com bolacha, não vão brincar com os primos, não vão crescer e não vão levar lembranças dessa casa porque talvez eles não existirão. Então por que vim pra cá? Pra colocar outros tipos de filhos no mundo e gerar outros tipos de lembranças. As músicas, os shows, os discos, os escritos, os poemas, os vídeos, são parte de mim. Gerei esses filhos imateriais que não vão poder me visitar na velhice mas vão ser sempre jovens enquanto estiverem na minha memória ou na memoria de alguém. Tudo que tem dentro de mim, cresce. Às vezes leva 9 meses, 1 ou 2 anos pra nascer. Chega no mundo de forma diferente e não sou eu exatamente alí, é sempre parte de mim, uma parte independente, indo pra onde quiser, com quem quiser, podendo ser o que quiser. Eu não sei se meus filhos estão casados, se já se divorciaram, tiveram filhos e me deram netos. Eu sei que por amor eu os dei vida. A minha vida. Sem esperar nada em troca além de poder ser eu mesmo, embora o tempo tenha passado e eu não saiba quem sou eu. Por preguiça de discutir ou na verdade medo de opiniar eu deixei minha voz, meus movimentos, meus pensamentos emuderecerem. Achei que seria passageiro ou não faria mal nenhum. Um peixe que ficou tão fora da água que perdeu a graça. Que esqueceu como se ri. Que esqueceu como se manga. Que esqueceu como canta. Que não sabe por onde recomeçar e nada pra não morrer na praia, pra continuar parindo seus filhos. Valeu mesmo a pena amadurecer, perder a rebeldia, apagar o romantismo e esquecer a poesia? Eu devia mesmo ter deixado que meu fogo fosse apagado pra não queimar por onde eu passasse? Pouco desfoque e foco demais. Talvez por isso eu ainda não tenha filhos. O que eu diria pra os meus netos?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Postei e saí correndo!

(Texto publicado agora à pouco no Instagram)

As redes sociais são importantes porque fazem um elo de ligação com culturas que estão longe, com pessoas que não podemos ver todos os dias, com amigos que não vemos à tanto tempo e assim poder retomar um papo, atualizar as novidades; porém o hábito de visitar uma rede social, sobretudo o Instagram nos deixa ligados à ela muitas vezes sem saber o porquê, indo além dos motivos que já disse no início. Imagens, sons, textos, compras, publicidades, criações de movimentos, trocas de mensagens, exposição diárias de qualquer coisa, tudo acontece num espaço de tempo muito curto e imperceptível à nós. E tempo é algo muito precioso.
Tempo pra respirar, tempo pra comer tranquilamente, tempo pra se exercitar (sem postar nada), tempo pra aprender uma coisa nova, tempo pra ler um livro, tempo pra retomar os projetos antigos, tempo pra se conhecer, tempo pra respeitar o tempo natural do ser humano que não é exatamente o tempo de uma rede social. Dizem que muito em breve, o tempo será nosso bem mais precioso e os criadores de aplicativos e do entertenimento de um modo geral precisam de nosso tempo pra atingirem o sucesso. Um segundo de nosso tempo já é o suficiente, porque ao conquistar um segundo ele pode até se transformar em um minuto e assim por diante. Eu quero dedicar meu tempo à projetos que me alimentem e me impulsionem pra enxergar mais a vida com meus próprios olhos. Eu quero ter tempo pra estudar um novo instrumento e ter espaço na mente pra surgirem idéias novas de letras de canções,
de melodias, de arranjos, de cores pra minhas experiências com tintas, com o Photoshop, com o editor de vídeo. Tempo pra elaborar melhor os roteiros dos vídeos, abrir espaço na criatividade pra imagens sensíveis e inspiradoras. Já sinto na prática que o tempo está me escorrendo pelos dedos pois os projetos que tenho em mente e tento colocar em prática batem no muro da falta de tempo de realiza-los e na falta de tempo pra descansar. O descanso é vital pra as novas idéias e novas idéias pra mim é um caminho pra o bem estar. Eu quero chegar nesse bem estar. O cerébro é uma máquina que funciona sozinha, sem o nosso comando, não tem botão de liga e desliga e a minha máquina sempre funcionou no 220 mil volts. Com o excesso de informações das redes sociais essa máquina precisa de mais energia pra dar conta de estar sempre funcionando e acaba sugando essa energia do resto do corpo e nem durante o sono esta máquina descansa pois precisa urgentemente descarregar seu cartão de memória de 10000GB de um dia inteiro de armazenamento de imagens, sons e textos, produzindo sonhos intermináveis e na maioria das vezes cansativos. Muitas vezes acordo cansado. Meu trabalho formal, (aquele que garante a renda fixa) é lidar com muitas imagens, textos, cores, formatos, sons, numa agilidade e precisão, 8h por dia e requer da minha máquina, do meu cérebro um grande esforço. Não quero comprometer nenhum de meus trabalhos por estar me sentido cansado, esgotado, com a mente acelerada sem conseguir dar o melhor de mim pra as artes que eu ouso colocar no mundo, por isso vou suspender, em alguns dias, por tempo indeterminado essa minha conta do Instagram. Este textão é porque sei que muitos amigos se comunicam comigo por aqui, me marcam em fotos, mandam inbox; pessoas que não são do meu convivio iniciam conversas por aqui; fazem convites de trabalho, divulgam
seus trabalhos, mandam recados carinhosos, se expressam e eu não gostaria de não estar mais aqui sem explicar os motivos e sumir do nada. Eu não vou deletar a minha conta. Eu poderia só desinstalar o aplicativo do celular, assim como fiz no Facebook e aos poucos esquecendo dessa rede social, mas aí não seria justo com quem está tentando se comunicar de alguma forma usando o Instagram. A conta ficará apenas invisível e eu vou poder voltar quando quiser e assim farei para divulgar uma novidade, um lançamento, um novo projeto. Farei o mesmo processo com Twitter. Estarei acessível no YouTube pois continuo uma vez por semana postando novos vídeos e no meu blog >> http://lgadelha.blogspot.com << que concentra todas as atividades lá: fotos, textos, vídeos, links, comentários, poemas, atualizações, enfim, TUDO!Sempre quis ter um fluxo mais continuo no blog e chegou a oportunidade. Ano novo, novos hábitos! Espero vocês no YouTubee no blog, apareceçam! Fiquem à vontade. Obrigado pelo carinho e amizade que sempre recebi aqui no Instagram.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

O Canto Da Terra - Video Clipes na TV Universitária

O projeto "Canto da Terra" foi uma iniciativa da TV Universitária do RN para divulgar os trabalhos autorais dos artistas potiguares nos anos 2000. Os clipes eram dirigidos, produzidos, editados por uma equipe da TV Universitária e veiculados nos intervalos da grade de programação da emissora durante o dia. Foi um produto muito importante pra nós artistas potiguares que não achávamos aberturas nas mídias locais para divulgação do nosso trabalho, para apostarem na nossa música. Muita gratidão por esse espaço ter existido na nossas vidas artísticas.

Campanha "Música Potiguar Nosso Som Tem Valor"

VT da campanha "Música Potiguar Nosso Som Tem Valor" veiculada durante a programação diária da Intertv Cabugi afiliada a Rede Globo. Produção: Green Point

terça-feira, 30 de outubro de 2018



Matéria de 4 de fevereiro de 2012 por Henrique Arruda (Novo Jornal) quando estávamos lançando o 1° CD "Suculento" que deu início a todo o processo em torno desse nome. Produzido pelo parceiro e amigo do ❤ Anderson Foca esse primeiro CD solo tem várias participações e parcerias lindas como Emmily Barreto (Far From Alaska) cantando em "Venha aqui" que é uma parceria com Juão Nin (Andróide Sem Par). 
Tem uma galera linda q amo nesse trabalho. Muita gente somando. 

De lá pra cá a música tem sido nossa única esperança de não deixarmos de sonhar, de não pararmos de produzir, de não nos dobrarmos aos medos e dificuldades dessa profissão tão bonita. Resistência é a palavra do momento. Resistência sempre fomos e sempre seremos. O sentimento atual é desolador mas não estamos sozinhos e temos que ser cada vez mais juntos ainda. Uma grande massa de gente olhando pra frente, encarando a tempestade. 
Nesse espírito, essa semana, nós, Os Suculentos, Iago Medeiros e Bruno Lima voltaremos ao estúdio pra gravarmos novos singles dando início ao processo de um novo trabalho pois a música não pára nunca. Nossos dedos querem tocar, nossa voz quer cantar, nosso coração quer falar. Vem novidades aí com novos e antigos parceiros. Obrigado à todos os amigos que estiveram e os que estão juntos nessa jornada. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Nosso terceiro CD "Sufocante" nos melhores de 2016 em lista internacional


A gente sabe que nosso país é lindo em pluralidade. Nossa música tem influencias de vários lugares do mundo e se torna um novo espírito à parte de cada realidade que existe por aqui. Estamos muito felizes que nosso CD "Sufocante" foi destacado internacionalmente pelo site Beehype, como um dos melhores discos de 2016. No meio da tantos discos lindos. É nosso rock, pop, blues, samba, axé, indie ultrapassando a fronteira, indo além, se comunicando cada vez mais com outras culturas. Obrigado todo mundo que faz parte desse trabalho.



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